Sobre a inanidade da ciência econômica oficial: da arbitragem entre atividade econômica e riscos

A hipótese de que existe uma "função colectiva de utilidade social" ou um "agente representativo" que exerce escolhas informadas não resiste à prova dos factos, porque o capitalismo não funciona desta maneira

Por Michel Husson Texto originalmente publicado pelo site Resistir.info "Sempre senti um profundo horror pelos economistas desde que ouvi um deles dizer que temia que a fome na Irlanda não matasse mais de um milhão de pessoas e que isso seria apenas o suficiente para ser realmente útil" [1] . Todos os governos conduzem hoje uma investigação às apalpadelas da arbitragem óptima entre actividade económica e riscos sanitários. Um dos efeitos colaterais desta situação é lançar uma luz cruel sobre a inanidade da ciência económica oficial. O tema da arbitragem permite mostrar os limites e apontar – no vazio – os problemas com os quais somos e seremos confrontados. Começar-se-á por uma paródia.

A arbitragem entre PIB e mortes: uma (semi-)paródia

A análise de um economista ortodoxo poderia ser a seguinte. Primeiro ponto: existe uma relação inversa entre o número de mortes e a perda de PIB. Para obter o número mínimo de mortos (Nmin), seria preciso travar drasticamente a economia congelando todas as actividades não essenciais. Mas a perda de PIB então seria máxima (Qmax). Se, ao contrário, se dá prioridade à actividade económica, o número de mortes será máximo (Nmax), mas a perda de PIB será reduzida ao mínimo (Qmin). O segmento azul do gráfico abaixo representa as combinações possíveis entre os dois objectivos que consistem em reduzir alternativamente o número de mortes e a perda de PIB. Supor-se-á – por enquanto – que este "constrangimento orçamental" é linear e, sobretudo, em função das características da epidemia e da capacidade de resposta do aparelho sanitário.


Como então escolher a melhor combinação? A teoria fornece a resposta: existe, pelo menos implicitamente, uma função de preferência que exprime as escolhas do "agente representativo" em relação a dois determinantes da sua função de utilidade U: o rendimento (Q) e a saúde, medida pelo número de mortes (D). Esta função pode-se escrever: U = f (Q, D). A utilidade aumenta com o rendimento e decresce com o número de mortos. Tem-se portanto: dU/dQ > 0 et dU/dD < 0. A curva verde é uma curva de indiferença: é o lugar geométrico dos pares (Q,D) que proporcionam um mesmo nível de utilidade, ou melhor, de "ofelimidade", para retomar o termo forjado por Vilfredo Pareto. Este último propunha empregar este termo "para exprimir a relação de conveniência que faz com que uma coisa satisfaça uma necessidade ou um desejo, legítimo ou não" [2] . O autor de um apoio de curso medíocre – mas representativo – avançava o termo "isofelimo", sem dúvida para trazer a sua pequena pedra pedante à ciência [3] . O gráfico mostra apenas uma única curva de "isofelimo", a qual é tangente ao "constrangimento orçamental". Situada mais alto, ela corresponderia a um nível de utilidade mais elevado, mas incompatível com o constrangimento. Mas abaixo, ela seria evidentemente sub-óptima. Logo, a combinação óptima (Qopt, Nopt) é obtida no ponto O onde a curva de indiferença é tangente à recta que representa o constrangimento.

A arbitragem à Trump

"Não podemos deixar o remédio ser pior do que o problema", escrevia Trump num tweet do passado 23 de Março. Ele completava o enunciado deste princípio com uma orientação estratégica límpida: "no fim deste período de 15 dias, tomaremos uma decisão quanto ao caminho a seguir" [4] . A seguir ao seu patrão, Lawrence (Larry) Kudlow, seu conselheiro económico chefe, batia o prego na Fox News. Para ele, o prejuízo económico causado pelo distanciamento social é "simplesmente demasiado grande (just too great). Não podemos parar a economia e teremos de fazer arbitragens (trade-offs) difíceis entre a protecção dos americanos contra o vírus e o retorno do mercado bolsista ao seu nível anterior" [5] . Observemos de passagem que, para Kudlow, a actividade económica se mede em cotações de bolsa. Vale a pena igualmente determo-nos sobre esta personagem cujo retrato permite avaliar o grau de deliquescência intelectual a que atingiram os Estados Unidos. Aquele tem a função de conselheiro económico chefe de Trump pode de facto ser qualificado de "pseudo-economista que se engana o tempo todo" (Always-Wrong Pseudo-Economist) [6] . Em 1994 Kudlow foi despedido do banco Bear Stearns devido ao seu vício da cocaína e ao seu alcoolismo: isto é igualmente uma boa ilustração da distinção efectuada por Pareto entre ofelimidade e utilidade. Ele se reconverterá em editorialista económico da cadeia de televisão CNBC [7]. E acumula erros ao longo de toda a sua carreira, denunciando por exemplo em Dezembro de 2009 (!): "a recusa obstinada da equipe de Obama em confiar no livre mercado. Em certas regiões mais duramente afectadas do país, os mercados já estão em vias de resolver o problema do alojamento". Em 25 de Fevereiro último, ele declarava que a epidemia estava "contida" e que apesar da "tragédia humana" que representa, ela não deveria conduzir a uma "tragédia económica".

A arbitragem em curvas

Nosso pequeno modelo apresentado acima pode parecer um tanto caricatural. Contudo, ele representa muito bem o substrato do pensamento económico dominante, como confirma Emanuel Ornelas, professor de economia na São Paulo School of Economics: "no auge de uma epidemia grave, escreve ele, um confinamento quase completo é melhor do que nada nos países não preparados. Contudo, o confinamento não deve ser de longa duração, sua duração sendo determinada pelos seus benefícios (sanitários) e seus custos (económicos) marginais" [8] . E ele produz o gráfico abaixo, que não é senão uma outra forma de representar a arbitragem entre PIB e número de mortos. As duas curvas cruzam-se num ponto que determina a duração óptima do confinamento.


Três economistas, provavelmente mais sérios que Kudlow, publicaram recentemente um artigo intitulado modestamente "Macroéconomie des épidémies" [9] . Eles se inspiram num modelo antigo, pois data de 1927 [10]. Este modelo chama-se SIR: S para Susceptíveis (de serem contaminados), I para Infectados (contaminados) e R para Recuperados (curados). Por vezes acrescenta-se um E para expostos. A mensagem central do documento é que existe "inevitavelmente uma arbitragem entre a gravidade da recessão a curto prazo causada pela epidemia e as consequências sanitárias desta. Gerir esta arbitragem é um desafio maior para os decisores políticos". Se se quiser evitar que "o equilíbrio concorrencial não seja socialmente óptimo", é preciso dosear os esforços e aceitar uma redução mais forte do consumo a fim de reduzir o número de mortos, como ilustra o gráfico abaixo. Também aqui, isto não é senão uma versão derivada do nosso esquema de base onde existe uma arbitragem entre perda de PIB (aqui de consumo) e número de mortes.


Seis economistas italianos procuraram encontrar os meios de organizar a luta contra a epidemia, com a mesma preocupação de não "matar a economia mundial". [11] Uma vez que se acredita serem os jovens menos vulneráveis aos efeitos do vírus, a principal sugestão é então "recolocá-los rapidamente no trabalho", munindo-os de uma aplicação que permita "seguir de imediato o contágio que possam propagar ou receber". Para Richard Balwin, um economista fascinado pela mundialização [12] – que para ele é uma espécie de segunda natureza da humanidade – a questão mais preocupante é a da inflação. Segundo ele, a crise vai provocar uma escassez relativa de bens essenciais e, portanto, um aumento dos seus preços [13] . Sua demonstração apoia-se sobre estas "garatujas" a cuja leitura são destinados os estudantes de Ciências Económica, desde o primeiro ano de estudos. Nós a reproduzimos abaixo pelo seu evidente interesse pedagógico.


Mas o que inquieta Baldwin é sobretudo que os cidadãos poderiam considerar "desleal" (unfair) esta alta dos preços dos bens essenciais e "talvez mesmo inaceitável". Ora, segundo ele, a história mostrou reiteradas vezes que esta configuração leva ao risco de engendrar "forças políticas que conduzem a um controle dos preços e a um racionamento (para repartir os bens escassos)". Por trás das curvas que se deslocam sobre o gráfico detecta-se o terror dos dominantes: e se esta crise desencadeasse um movimento em favor da planificação da economia?

A arbitragem entre curto prazo e médio prazo

A própria ideia de que existe uma arbitragem foi recusada numa declaração comum da directora geral do FMI e do director geral da OMS: "À primeira vista, haveria uma arbitragem a fazer: ou salvar vida, ou preservar os meios de subsistência. Trata-se de um falso dilema: dominar o vírus é, de facto, uma condição prévia para preservar os recursos" [14] . Francisco Saraceno também critica a ideia "absurda" de uma arbitragem: "salvar vidas é bom para a economia" [15] . Ele dá o exemplo da estratégia encarada à partida por Boris Johnson. Se esta tivesse sido executada e provocasse a infecção de dezenas de milhares de britânicos, "a oferta de mão-de-obra teria caído durante meses e seria seguida por uma forte perturbação da produção". A ideia no fundo é que a arbitragem é de uma outra natureza. Pode-se reduzir o choque produtivo aceitando mais mortes, mas esta escolha conduziria a desgastes duradouros sobre o estado da economia. Dito por outras palavras, as escolhas a curto prazo condicionam a trajectória a médio prazo. Ao querer evitar uma queda imediata demasiado pronunciada, ter-se-ia uma saída da crise "em U", mesmo em "em L", ao invés de "em V". Os diferentes modos de saída da crise, em V, em U ou em L, são bem ilustrados pelo gráfico abaixo [16] que se apoia na experiência da última crise. A saída em L é ilustrada pelo caso da Grécia e pode-se igualmente perguntar-se se esta trajectória não antecipa aquela que será seguida, pelo menos num certo número de países.


Saraceno pormenoriza a sua demonstração: mesmo se se deixasse a epidemia propagar-se a fim de preservar a actividade económica, certos sectores (viagens, turismo, serviços) experimentariam de qualquer maneira baixas de actividade importantes: "As cadeias mundiais de valor seriam desorganizadas e o comércio sofreria impacto (...) A confiança dos consumidores e as expectativas das empresas permaneceriam deprimidas durante meses, o consumo e o investimento estagnariam, a intervenção dos poderes públicos seria necessária na medida em que ela está no quadro do confinamento. Finalmente, o pesado tributo pago à crise pandémica teria um impacto sobre o capital humano e portanto sobre a produtividade e o crescimento a longo prazo". Contudo, não está sequer assegurado que estes efeitos não estariam presentes de qualquer maneira, mesmo no caso em que se aceitasse uma recessão forte mas mais concentrada no tempo. Os autores de um documento recente apresentando uma "teoria dos choques de oferta keynesianos" [17] sustentam que estes choques ligados à epidemia de COVID-19 (paragens de trabalho, despedimentos, falências) podem conduzir a uma queda da procura ainda mais importante do que os próprios choques. Esta abordagem, louvada por Paul Krugman, é de facto fascinante pelo refinamento da sua modelização. Ela tem o interesse de mostrar a que ponto é absurda a oposição entre "choque da oferta" e "choque da procura": a questão chave é a da reprodução do capital. Não se trata de determinar um "equilíbrio" entre oferta e procura, mas de examinar as condições desta reprodução que não podem ser analisadas senão em dinâmica.


A arbitragem entre a vida e as finanças públicas

Existe toda uma literatura sobre as opções exercidas em matéria de saúde pública. Ela mobiliza o conceito de "valor da vida" [18] numa lógica de cálculo custo-benefício. Trata-se portanto de uma arbitragem, claramente reivindicada, como explicam dois teóricos da coisa: "porque não estamos prontos a sacrificar tudo para aumentar nossa esperança de vida, isso significa que nossa vida tem um valor e que este é finito. Uma vez que a vida consciente é a arte da decisão e uma vez que a decisão é a arte de comparar os valores, os seres humanos não têm outra escolha senão a de dar um valor relativo a toda coisa. Simplesmente não há alternativa. O sábio que se recusa a isso é respeitável, mas ele deixa o decisor diante do abismo das suas escolhas" [19] . Um dos signatários desta forte proposição, Christian Goller, é o directo da Toulouse School of Economics (sic) presidida por Jean Tirole, "prémio Nobel" de economia em 2014. Numa entrevista recente [20] , Gollier faz a demonstração da sua perspicácia escrevendo que "a vantagem, se se pode dizer, desta crise é que ela não é estrutural como em 1929 ou mais recentemente em 2008 (...) Trata-se de um choque totalmente exógeno, com uma possibilidade de ressurgimento muito forte e de modo algum de um choque que necessita uma reestruturação da economia (...) A partir do momento em que se possa sair, poder-se-á novamente consumir e relançar a economia". A arbitragem não é afinal de contas tão complicada: "é preciso que os produtores tragam de volta os trabalhadores à empresa e retomem a produção". Ainda que Gollier modere suas propostas na continuação da entrevista, sua fórmula, que implica que os trabalhadores não seriam produtores e que bastaria "trazê-los de volta à empresa", diz tudo do carácter quase feudal e desumano desta "ciência" económica. Vários especialistas de saúde pública acabam de publicar uma curta contribuição [21] ao debate aberto pela epidemia. Eles procedem de acordo com um cálculo tosco que conduz a este resultado essencial: a redução máxima de consumo visando evitar as mortes ligadas ao coronavírus é de 26%. A maneira como este resultado enigmático é obtido merece ser examinado mais em pormenor. O modelo mobiliza as seguintes variáveis: d é a taxa de mortes susceptível de atingir a população em risco que representa uma fracção 1/n da população total e cujo número de anos que lhe resta para viver é em média de L anos. O valor de um ano, v, é medido em anos de consumo por cabeça: se por exemplo um ano de vida vale 150 000 dólares e o consumo por habitante é de 50 000, então v = 3 [22] . Para evitar o risco representado pela epidemia, a sociedade estaria então disposta a renunciar a uma fracção de um ano de consumo dada por esta fórmula: a = d.v.L/n. Os autores dão um exemplo numérico, com v = 3, L = 10 e n = 6. Neste caso, a epidemia arrisca-se portanto a atingir um sexto da população cuja esperança de vida restante é de 10 anos. Como um ano restante a viver vale 3 anos de consumo por cabeça, a fórmula acima escreve-se simplesmente a = 5d. Dito por outras palavras, resumem os autores, "a sociedade está disposta a renunciar durante um ano a 5% de consumo por cada ponto percentual de mortalidade devida ao Covid-19; se esta taxa de mortalidade (d) for de 4%, isso corresponderia a 20% do consumo. CQD. Atrás desta aritmética simplista encontra-se um modelo mais refinado que utiliza uma função de utilidade social (utilitarian social welfare). Ela depende da redução do consumo para uma taxa de mortalidade dada e deveria nos ajudar, pensam os autores, a pensar "a arbitragem entre o consumo dos sobreviventes e as mortes devidas ao Covid-19". Num primeiro momento, os autores examinam o caso de um "agente representativo", antes de introduzir uma distinção entre os "velho" (expostos) e os jovens (em princípio poupados). No segundo caso, a aceitação de uma baixa do consumo é menor: 26% ao invés de 35%. Mas quem decide desta "aceitação"? E como pagar as medidas de saúde pública de maneira a não ultrapassar o patamar fatídico dos 26%

A arbitragem entre lucro e desemprego

E se houvesse também uma arbitragem entre lucro e desemprego? É o que sugere Patrick Artus a partir de uma comparação entre os Estados Unidos e a zona euro: "o modelo europeu de ajustamento do emprego numa recessão (lento, o mais amortecido possível) é superior ao modelo americano (ajustamento brutal do emprego) porque evita agravar a crise pelo recuo da procura das famílias, da perda de capital humano. Mas o defeito do modelo europeu é que o ajustamento lento e amortecido do emprego conduz a um recuo da lucratividade das empresas e da sua capacidade de investir" [23]. E Artus bate o prego: para fazer baixar o desemprego o mais rapidamente possível após a crise, será preciso "evitar alguns erros" e, em particular "por em vigor a moderação salarial, para restabelecer as margens de benefício das empresas" [24]. Talvez tenha razão: as verdadeiras arbitragens a tratar ainda estão diante de nós. Por exemplo: nossas vidas ou seus lucros.

A arbitragem entre falsa ciência e crítica social

Esta peregrinação mostra que o coronavirus é também um revelador das terríveis insuficiências da teoria económica dominante. A abordagem microeconómica (aquela que pretende proporcionar os fundamentos de uma análise macroeconómica) depara-se com os vários obstáculos que encontrámos. O primeiro é que uma lógica de equilíbrio é absolutamente inoperante em geral, mas mais ainda no contexto actual. Todos os parâmetros se modificam no dia a dia e, diante da incerteza engendrada pela evolução da epidemia, a análise económica tradicional (aquela que hoje se ensina) nada pode contribuir para a compreensão dos fenómenos. No nosso esquema paródico inicial, o constrangimento que descreve a relação entre perda de PIB e número de mortes (o segmento azul) é supostamente conhecido. Ora, manifestamente isto não é o caso: existe uma incerteza fundamental sobre a sua forma e é isto que permite compreender as hesitações quanto ao método bom para lutar contra a epidemia: qual a duração do confinamento, quais as modalidades de saída, etc? Além disso, esta curva fictícia é condicionada pelas escolhas efectuadas anteriormente (stock de máscaras, número de camas e de cuidadores, etc) e é preciso portanto gerir hoje uma situação determinada previamente por um cálculo económico de vistas curtas. A hipótese de que existe uma "função colectiva de utilidade social" ou um "agente representativo" que exerce escolhas informadas não resiste à prova dos factos, porque o capitalismo não funciona desta maneira. Para retornar ao nosso esquema de paródia, a questão fundamental é de saber (e ela já se põe): quem determina a forma e a posição da curva verde? Quanto ao recurso obsceno a um cálculo económico fundamentado sobre uma avaliação estatística do "valor da vida", isso nos mergulha nas "águas gélidas do cálculo egoísta". Também aqui, o revelador funciona: o capitalismo é uma sociedade onde as escolhas que deveriam ser colectivas, produtos de uma deliberação democrática, são abandonadas às decisões privadas estabelecidas na base de um cálculo mercantil mesquinho.



NOTAS

[1] I have always had a certain horror of political economists since I heard one of them say that he feared the famine in Ireland would not kill more than a million people, and that would scarcely be enough to do much good, Benjamin Jowett (à propos de Nassau Senior) cité par Cecil Woodham-Smith, The Great Hunger. Ireland 1845-1849 , 1962, p. 375-6.

[2] Vilfredo Pareto, Cours d'économie politique , Tome 1, 1896, p. 3. Pareto preferia o termo ofelimidade ao de utilidade, porque pode-se encontrar prazer nos consumos inúteis, mesmo nos prejudiciais. Exemplos não faltam...

[3] Trong Giao Dao Dang, Le libéralisme économique , 1990.

[4] @realDonaldTrump, " We cannot let the cure be worse than the problem ", tweet , March 23, 2020.

[5] Lawrence Kudlow, " Economic cost of prolonged coronavirus shutdown is just too great ", Axios, March 23, 2020.

[6] fonte: Wikipedia.

[7] un peu comme Nicolas Bouzou (et d'autres) en France.

[8] Emanuel Ornelas, " Managing economic lockdowns in an epidemic ", voxeu , 28 March 2020.

[9] Martin S. Eichenbaum, Sergio Rebelo, Mathias Trabandt,

" The Macroeconomics of Epidemics ", NBER, March 20, 2020.

[10] William O. Kermack & Anderson G. McKendrick, " Contribution to the Mathematical Theory of Epidemics ", Proceedings of the Royal Society of London , series A, vol. 115, no. 772, 1927.

[11] Andrea Ichino, Giacomo Calzolari, Andrea Mattozzi, Aldo Rustichini, Giulio Zanella, Massimo Anelli, " Transition steps to stop COVID-19 without killing the world economy ", March 25, 2020.

[12] Richard Baldwin, The Great Convergence. Information Technology and the New Globalization , 2016.

[13] Richard Baldwin, " The supply side matters: Guns versus butter, COVID-style ", voxeu , 22 March 2020.

[14] Kristalina Georgieva & Tedros Adhanom Ghebreyesus, " Some say there is a trade-off: save lives or save jobs – this is a false dilemma ", IMF, April 3, 2020.

[15] Francesco Saraceno, " There is no Trade-off. Saving Lives is Good for the Economy ", March 29, 2020.

[16] Source: Philipp Carlsson-Szlezak , Martin Reeves and Paul Swartz, " Understanding the Economic Shock of Coronavirus ", Harvard Business Review , March 27, 2020.

[17] Veronica Guerrieri, Guido Lorenzoni, Ludwig Straub, IvánWerning, " Macroeconomic Implications of COVID-19: Can Negative Supply Shocks Cause Demand Shortages ? ", April 2, 2020.

[18] pour une critique de cette approche, voir : Jean-Marie Harribey, " La vie au ralenti, journal d'un confiné (21) ", blog Alternatives économiques , 6 avril 2020.

[19] Christian Gollier et James Hammitt, " Nous ne sommes pas prêts à tout sacrifier pour augmenter notre espérance de vie ", Le Monde , 3 avril 2020.

[20] Christian Gollier, " L'avantage de cette crise, c'est qu'elle n'est pas structurelle ", France Info, 6 avril 2020.

[21] Robert E. Hall, Charles I. Jones, and Peter J. Klenow " Trading Off Consumption and COVID-19 Deaths ", Stanford University and NBER, April 3, 2020.

[22] para escolher este valor, os autores fazem referência a uma meta-análise que dá uma ideia do carácter delirante destas elaborações. W. Kip Viscusi and Joseph E Aldy, " The value of a statistical life: a critical review of market estimates throughout the world " Journal of risk and uncertainty , vol.27, n°1, 2003.

[23] Patrick Artus, " Fonctionnement du marché du travail dans une crise aux Etats-Unis et dans la zone euro ", 2 avril 2020.

[24] Patrick Artus, " Qu'est-ce qui peut accélérer la baisse du chômage après une récession ? ", 6 avril 2020.

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