O patriarcado é um tigre de papel: fascismo, gênero e luta de classes

Bruna Della Torre analisa a política fascista não apenas como compensação psicológica ou simbólica, mas também em sua busca por uma reestruturação material do patriarcado, o que a torna tão atrativa para seu eleitorado

Por Bruna Della Torre*

Texto publicado originalmente no Blog da Boitempo


“Quando a ansiedade em relação à própria condição, à precariedade econômica e à incerteza política surge, também a ordem de gênero parece estremecer. Alguns homens sentem que as mulheres estão ‘fora de controle’ e a sociedade moderna, com suas novas liberdades sexuais e fluidez de gênero, está ‘fora do eixo’. Suas esposas ou namoradas são ‘arrogantes’, suas casas, ‘bagunçadas’, e suas crianças, ‘selvagens’. Seus chefes são implacáveis, seus colegas de trabalho são injustamente favorecidos e seus empregos estão em risco. Sua destreza sexual e seus poderes de sedução estão em questão. Percebendo sua masculinidade ameaçada, eles explodem.”
Arruzza, Bhattacharya e Fraser, Feminismo para os 99%: um manifesto

A luta da extrema-direita contemporânea contra o “marxismo cultural” tem mobilizado de maneira recorrente o racismo, o machismo e a LGBTQIA+fobia, bem como o anticomunismo, para ganhar corações e mentes. Trata-se de mero conservadorismo moral ou há uma explicação materialista possível para esse fenômeno? Qual é de fato a função que os ataques incessantes às mulheres e à população LGBTQIA+ cumprem no fascismo contemporâneo?


Essas não são perguntas retóricas. O estabelecimento de estratégias de esquerda e a possibilidade de uma frente ampla capaz de derrubar Jair Bolsonaro e retirar a extrema direita do poder deve passar por esse debate. Abaixo seguem algumas notas para uma reflexão a esse respeito no que diz respeito ao gênero e à sexualidade.


As bases materiais da autoridade masculina


Ao contrário do que gostariam de acreditar os cidadãos de extrema-direita – esses sim, sempre identitários e essencialistas –, sua masculinidade, sua heterossexualidade e seu poder sobre as mulheres não são atributos biológicos ou divinos, mas o resultado de múltiplos e complexos processos sociais que envolvem a configuração do patriarcado enquanto forma social capitalista. Conforme demonstraram uma série de teorias ligada ao pensamento negro e feminista, o funcionamento do capitalismo depende da extração de um grande contingente de trabalho não-pago. Uma das formas de extração desse trabalho não pago, e que interessa discutir nesse momento para problematizar a relação entre fascismo e machismo, é o trabalho reprodutivo.


Não é recair em nenhum economicismo afirmar que a base do patriarcado é material, se tomarmos, como propõe a teoria crítica e o marxismo feminista, o econômico em seu sentido amplo. Demonstrar o caráter social de uma forma que se apresenta como natural foi dos procedimentos críticos mais importantes de Marx. Trata-se, portanto, de fazer uma crítica da economia política do patriarcado sem, com isso, reduzir o gênero à classe.


De um lado, em linhas gerais, a autoridade masculina assenta-se no próprio modo de organização da produção e da reprodução capitalistas que articula a opressão de gênero. Historicamente, foi atribuída às mulheres toda a responsabilidade pelo trabalho de reprodução: doméstico, afetivo e sexual. As mulheres reproduzem a força de trabalho que será explorada pelo capital e o fazem no interior das relações sociais capitalistas, seguindo a temporalidade do trabalho que dita o ritmo da vida social.


O principal beneficiário desse arranjo é o capital, mas o patriarcado foi historicamente a forma social que garantiu a exploração do trabalho reprodutivo: é preciso manter as mulheres em casa, controlar suas capacidades reprodutivas e sua sexualidade ingovernável, produzir subjetividades que desejem esse arranjo e, principalmente, tornar invisível esse tipo de trabalho. A reprodução pode ser lida, nessa chave, como um elemento que padece também da mistificação das formas de aparecimento das formas sociais capitalistas (Jorge Grespan, Marx e a crítica do modo de representação capitalista); mediada pelo lar e pela família, ela aparece como algo diferente de si mesma. O trabalho reprodutivo apresenta-se como amor, assistência pessoal e/ou destino biológico, inclusive para os próprios sujeitos do processo, embora se possa dizer que as relações amorosas e o casamento, para as mulheres, nunca deixaram de ser acompanhados pelo pressentimento mais ou menos silencioso de um logro.


A forma social que estrutura o patriarcado é, por sua vez, a família. Ela é o lócus privilegiado do enquadramento de classe, de perpetração da desigualdade de gênero e de extração de trabalho reprodutivo. A sociedade capitalista é uma sociedade “familizada” (BARRET; MCINTOSH; 2015, p.29). Ela se constitui no capitalismo reforçando as identidades de gênero e conectando esse último à sexualidade, de forma a reificar o erotismo para preservar sua ordem monogâmica e heteronormativa, conforme tem demonstrado a teoria queer já há algumas décadas. Nesse sentido, é possível afirmar igualmente que as subjetividades e o desejo são mediados pelas formas sociais capitalistas, e podem, então, ser pensados como políticos (FLOYD, 2019, p.105).


Outro elemento central nesse arranjo esteve ligado ao salário. Além de serem responsáveis pela reprodução, as mulheres foram ao longo da história submetidas à autoridade masculina, ao controle de seus corpos, de seu trabalho e de seu tempo por meio da dependência econômica produzida pela diferença estrutural de salários. As teorias marxistas feministas da reprodução costumam sublinhar esse vínculo de dependência das mulheres. Como o objetivo aqui é discutir a relação entre fascismo e autoridade masculina, vale ressaltar a base material e imediata dessa autoridade. Historicamente essa relação se impôs por meio do “salário familiar” para os homens (FEDERICI, 2021, p.144; BARRET; MCINTOSH; 2015, p. 48). Após uma série de crises sanitárias no século XIX, estabeleceu-se jornadas de trabalho e salários menores para mulheres e crianças e um salário maior para os homens que visava garantir a reprodução da família como um todo que, a partir de então, passava a estar sob seu controle. Nas sociedades democráticas, essa forma atingiria seu ápice com o fordismo, com o surgimento da dona de casa em tempo integral, conforme demonstra Federici em O patriarcado do salário.


Vinculada, portanto, ao regime de acumulação capitalista, a autoridade masculina longe de emanar de uma natureza qualquer, tem uma base material, mas essa base não é estável. Se, sob o capitalismo, tudo que era sólido e estável se desmancha no ar, conforme escreviam Marx e Engels (Manifesto Comunista, p. 43), também a autoridade masculina seria colocada em xeque em diversos momentos da história, especialmente naqueles de crise, que produzem abalos em sua sustentação material. A cada vez que isso ocorre sem uma transformação social mais ampla, como foi o caso da União Soviética, a reação é de fúria.


A desestabilização do patriarcado produz o desequilíbrio do próprio capitalismo, uma vez que esse sistema historicamente dependeu dessa forma para se reproduzir. Como o imperialismo, o patriarcado é uma forma social assassina, responsável pela morte e pelo sofrimento incomensurável de muitas. Mas, também como o imperialismo, o patriarcado é um tigre de papel. As mudanças produzidas pelas crises econômicas, bem como pelas lutas políticas, atingem-no em seu âmago. Basta ver a reação nos últimos anos na América Latina, por exemplo, às lutas de gênero e sexualidade. Qualquer vento de mudança, qualquer elemento que balance esse arranjo, precisa ser contido. Por isso, não é possível compreender o fascismo sem passar por essa questão.


Fascismo e gênero


Nas teorias marxistas do fascismo, há um tema que permaneceu historicamente subexplorado: a sua relação com o patriarcado. Nos trabalhos iniciais da Escola de Frankfurt, os Studien über Autorität und Familie [Estudos sobre autoridade e família], por exemplo, o tema do enfraquecimento da autoridade masculina, especialmente da autoridade paterna, foi investigado como uma das razões da ascensão do autoritarismo, mas, nos estudos posteriores do Instituto de Pesquisa Social, a questão de gênero apareceu de forma apenas lateral.


A luta contra o “bolchevismo cultural” na década de 1930 era um combate às transformações radicais de gênero e sexualidade engendradas pela Revolução Russa. O “marxismo ou bolchevismo cultural” foi eleito desde então o inimigo número um da reação fascista, pois além do capital, quer derrubar também as formas de vida e de subjetividade por esse engendradas.


Na Alemanha, assim como na Itália, a Primeira Guerra Mundial havia ampliado, de maneira contraditória, a participação das mulheres no mercado de trabalho e na esfera pública, uma vez que grande parte da população masculina morrera ou fora ferida na guerra. A Constituição de Weimar foi, na década de 1920, uma das mais avançadas em termos de gênero na Europa. Além do sufrágio feminino, ela garantia direitos de maternidade e igualdade civil no âmbito matrimonial. Vale lembrar também a atuação de Clara Zetkin, integrou o Parlamento alemão de 1920 a 1933, no feminismo do período. Também na esfera sexual, essas foram décadas de liberação. Berlim era uma das cidades com a maior cena queer do mundo. A crise de 1929 viria a desestabilizar ainda mais os papéis de gênero e sexualidade, por meio da crise econômica e do desemprego.


Seis semanas após Hitler tomar o poder, Goebbels proferiu um discurso intitulado “Mulheres alemãs” (1934). Nele, constatava que a vida moderna teria “afeminado” os homens e, com isso, “masculinizado” as mulheres. Era hora de colocar tudo em seu devido lugar: os homossexuais deveriam ir para os campos de concentração e as mulheres deveriam ir para casa, assumir para si a tarefa de sanar o ônus demográfico produzido pela Primeira Guerra; seu dever mais glorioso, segundo ele, era produzir crianças para o seu povo e sua nação. Não foi diferente na Itália. O fascismo implantou uma série de políticas de incentivo à natalidade. Também lá o destino das mulheres era o lar e, sua função, aumentar a prole. Para empurrar as mulheres de volta ao seu “destino biológico”, Mussolini fez uma campanha em que associava o desemprego à presença das mulheres no mercado de trabalho, mobilizando de forma política a divisão sexual da classe trabalhadora com o fito de destruir seus laços de solidariedade (DURHAM, 1998, p. 15). Naquele momento tratava-se de, após os abalos econômicos e sociais produzidos pela crise, retomar a acumulação capitalista garantindo que o trabalho não pago das mulheres seria realizado de maneira disciplinada, supervisionado pelas instâncias do Estado e da família.


Nas ditaduras do Cone Sul, essas questões tampouco foram secundárias. No Brasil, a ditadura teve como uma de suas bases o movimento em defesa da “Tradição, família e propriedade” – cujo nome carrega consigo os próprios elementos que explicam em parte a relação entre a dominação de gênero, sexualidade e classe. O AI-5 foi promulgado no mesmo ano em que os movimentos de protesto vieram à tona no mundo todo, inclusive no Brasil, para punir qualquer prática desviante: política, cultural ou sexual. Em diversos países da América Latina que caíram sob o jugo fascista, a tortura sexual era praticada de maneira corriqueira, especialmente contra as mulheres. O estupro era uma forma de puni-las por terem desafiado seu destino “natural” e saído das casas para adentrar a luta política.


A contrarrevolução fascista, aliada ao seu conteúdo racista, continha em seu núcleo a restauração da autoridade masculina, branca e heterossexual. Os fascistas compreendiam o caráter amplo da luta de classes e souberam travá-la em todas as suas determinações.


Fascismo, gênero e luta de classes no Brasil de Bolsonaro


Num artigo recente, a jornalista Eliane Brum escreveu um texto muito interessante sobre o governo Bolsonaro chamado “A vagina que salvou o Réveillon no Brasil”. Nele, comentava como as declarações de racismo, misoginia e a LGBTQIA+fobia de Bolsonaro funcionavam como uma espécie de “salário psicológico” para seus apoiadores. Esse tipo de interpretação, bastante corrente, também está presente em leituras como a de Rahel Jaeggi, para quem o sexismo e o racismo cumpriram ao longo do tempo a função de compensar a violência sofrida por uma parte da classe trabalhadora branca e masculina, como se fossem uma espécie “prêmio de consolação” no âmbito simbólico para um sofrimento produzido na esfera do trabalho (Capitalismo em debate, p. 234). No entanto, parece haver algo mais em jogo nessa luta contra a “ideologia de gênero”, uma das principais bandeiras da extrema-direita no Brasil, algo que diz respeito não só a fenômenos psicológicos e comportamentais – que são elementos importantes e não devem ser desprezados –, mas igualmente a uma tentativa de reestruturação de uma forma social em colapso, bem como de um regime de acumulação em crise.


Em seu livro, A potência feminista, Verónica Gago faz algumas sugestões interessantes para refletirmos sobre a relação entre fascismo e machismo e LGBTQIA+fobia no Brasil. Ela mostra como o rebaixamento generalizado dos salários, o desemprego e a precarização produzidos e intensificados pelo neoliberalismo fizeram colapsar o salário como medida objetiva da autoridade masculina; ou seja, geraram uma crise naquilo que Federici chamou de “patriarcado do salário” que se acumulou nas últimas décadas e se agravou após o colapso financeiro e social de 2008. Nesse período, os movimentos feministas, negros, LGBTQIA+s também ganham fôlego e a “acumulação de desobediências, intensificação das autonomias e depreciação da figura do homem provedor assalariado desestabilizam os modos de obediência estruturados na família monogâmica e heteronormativa” (GAGO, 2020:84). Isso faz com que essas masculinidades em derrocada busquem outras vias para se reestruturar econômica, política e socialmente.


Essa reestruturação do patriarcado é buscada em múltiplos domínios e se erige como um espraiamento da violência para diversas esferas sociais. Num contexto um pouco diverso, mas também de ascensão da extrema-direita, Theodor W. Adorno e Ursula Jaerisch (2003) discutiram o modo como a luta de classes, em um contexto de alta concentração de capital, se metamorfosearia numa generalização do conflito social que permeia âmbitos que em princípio parecem extra-econômicos, como as relações familiares e até mesmo o trânsito. No mesmo sentido, Gago não fala em explosão da violência, mas de sua implosão no interior dos lares, das famílias, dos bairros. É por meio dela que a crise passa a ser gerida. Isso evidencia também como mudanças na esfera produtiva reverberam na esfera reprodutiva e vice-versa (BHATTACHARYA, 2019, p.104).


Gago menciona alguns elementos envolvidos nessa tentativa de reestruturação da autoridade masculina e, portanto, do incremento, mediado pelo patriarcado, da exploração e espoliação capitalistas (2020, p. 83-95): a explosão da violência doméstica e do feminicídio; a reorganização de territórios e economias ilegais por milícias; a militarização por meio do recrutamento de homens jovens para forças de segurança do Estado; o fortalecimento das Igrejas como uma via para o emprego e para a reorganização e controle da família; o endividamento das mulheres pobres e racializadas (que as tornam mais suscetíveis ainda à violência doméstica e do capital e visam substituir o “patriarcado do salário” por um patriarcado “colonial das finanças”); e a destruição de recursos ligados à vida comunitária e ao meio ambiente.


Mas qual é a relação desse processo, que Gago pensa conjuntamente ao neoliberalismo, com o fascismo?


Este último faz dessa reação uma política de Estado. A partir dessas considerações, é possível pensar que o governo Bolsonaro, nesse sentido, promove não só em sua propaganda, mas em sua política, essa reestruturação do patriarcado – que é material em diversos aspectos do termo. A defesa da legalização do porte de armas e a retirada de impostos desse tipo de comércio não só fortalece as milícias e a ilusão de segurança numa sociedade que só produz violência e instabilidade, mas repõe de forma imediata a autoridade masculina sobre as mulheres, já que essas não são historicamente consumidoras de armas e são as maiores vítimas de violência doméstica. A defesa do retorno da lei da honra visa garantir a violência contra as mulheres e seu assassinato como um direito masculino. O Ministério da Mulher e da Família e sua batalha contra o aborto e a diversidade sexual e em defesa da família heterossexual monogâmica visam fortalecer o controle sobre a capacidade reprodutiva dos corpos femininos e empurrar de volta para o armário – ou para a morte – aqueles que apresentem gênero ou sexualidades “desviantes”. O fortalecimento das igrejas acompanha o projeto descrito acima. O afrouxamento das leis de trânsito garante o comportamento masculinista por excelência, que visa reforçar as masculinidades frágeis por meio do ronco de motores. A defesa do homeschooling visa subjugar, junto com as mulheres, as crianças à autoridade do patriarca. A destruição do meio ambiente retira das mulheres camponesas, indígenas e ribeirinhas os meios de sua reprodução. A presença de militares no governo e a valorização de uma “disciplina” baseada unicamente na autoridade também pode ser considerada uma maneira de fortalecer o prestígio dos homens em posição de comando. A defesa do estupro e da tortura pelo presidente conferem legitimidade a esse tipo de prática como forma de disciplinamento das mulheres, entre inúmeros outros elementos que poderiam ser citados aqui.


Portanto, longe de se reduzir a uma compensação psicológica ou simbólica, a política fascista visa reestruturar também materialmente o patriarcado. Por isso ela parece ser tão atrativa para seu eleitorado.


Numa palestra publicada recentemente, sobre os “Aspectos do novo radicalismo de direita” (2019), Adorno comenta como o medo da obsolescência tecnológica e da crise econômica são mobilizados pela propaganda de extrema-direita. Isso também se passa com o medo da obsolescência de gênero (e de raça) produzido pela crise econômica e pelas mudanças políticas, sociais e morais em curso. Ou seja, o gênero está sendo mobilizado como arma da luta de classes (BHATTACHARYA, 2019, p. 111) pelo fascismo. Aqueles que defendem que as mulheres e os homens possuem características essenciais e que as sexualidades são definidas pelo gênero são porta-vozes do capital e, como este, precisam constantemente recorrer à força bruta para garantir a sua perpetuação. Não se trata de reduzir o gênero à classe, mas de compreender como a generificação faz parte da configuração da própria classe e, portanto, da luta de classes. Ninguém resumiu esse projeto tão bem quanto Bhattacharya (2019, p. 111) quando afirma que “nossa solução como revolucionárias e revolucionários marxistas não é simplesmente falar sobre a importância da luta de classes, mas ligar as lutas da economia formal àquelas que estão fora dela. Para isso acontecer, é menos importante “ganhar a discussão” com as identidades oprimidas. É mais importante ganhar sua confiança, sendo as lutadoras e lutadores mais intransigentes no lar e no trabalho”.


Só assim derrubaremos esses tigres de papel e enviaremos, noite adentro, a autoridade masculina, a supremacia branca, a homofobia e todas as outras formas de sustentação desse sistema no qual o passado ainda domina o presente.


Bruna Della Torre mediou a mesa “Feminismo, comuns e ecossocialismo, com Silvia Federici e Sonia Guajarara, no ciclo “Por um feminismo para os 99%”. Vale a pena conferir a gravação integral, disponível na TV Boitempo:




*Bruna Della Torre é professora substituta no Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, editora executiva da revista Crítica Marxista, pesquisadora associada ao Laboratório de Estudos de Teoria e Mudança Social (Labemus) e membra fundadora da coletiva Marxismo Feminista. Realizou pós-doutorado no Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada, doutorado em Sociologia (bolsista Capes) e mestrado em Ciência Social (bolsista Fapesp), todos na Universidade de São Paulo.



Referências bibliográficas


ADRONO, Theodor W. Aspekte des neuen Rechtsradikalismus. Berlin: Suhrkamp, 2019. [Ed. bras. Aspectos do novo radicalismo de direita, trad. Felipe Catalani, São Paulo, Unesp, 2020).


Adorno, Theodor W.; JAERISCH. “Anmerkungen zum sozialen Konflikt heute”. Gesammelte Schriften. Band 8. Berlin: Suhrkamp, Directmedia, 2003.


BARRET, Michèle; MCINTOSH, Mary. The anti-social family. London/Nova York: Verso, 2015.


BHATTACHARYA, Tithi. O que é a teoria da reprodução social?. Outubro, n. 32, 2019.


BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy; ARRUZZA, Cinzia. Feminismo para os 99%: um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2018.


BRUM, Eliane. “A vagina que salvou o Réveillon no Brasil“, El País, 6 de janeiro de 2021.


DURHAM, Martin. Women and Fascism. Abingdon: Routledge, 1998.


FEDERICI, Silvia. O patriarcado do salário: notas sobre Marx, gênero e feminismo (v.1). Trad. Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2021.


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FRASER, Nancy; JAEGGI, Rahel. Capitalismo em debate: uma conversa na teoria crítica. São Paulo: Boitempo, 2020.


GAGO, Verónica. A potência feminista ou o desejo de transformar tudo. São Paulo: Elefante, 2020.


GOEBBELS, Joseph. “Deutsches Frauentum”. Signale der neuen Zeit. 25 ausgewählte Reden von Dr. Joseph Goebbels. Munich: Zentralverlag der NSDAP, 1934, pp. 118-126.


GRESPAN, Jorge. Marx e a crítica do modo de representação capitalista. São Paulo: Boitempo, 2019.


MARX, Karl; ENGELS, Friedrich Engels. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 2007.

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